domingo, 15 de setembro de 2013

Meus floridos campos (de Alma Welt)

 
Báh! meus floridos campos, não me esqueçam!
Lembrai quão fiel vos fui desde guria,
Correndo em vossas trilhas que não cessam
De florir mesmo sem a minha poesia...

Sempre quis acreditar que vos pertenço
Como a relva baixa e o umbu sombreiro,
Como essa ondulação como de um lenço,
E o minuano, crina solta do pampeiro...

Quanto cantei em versos minha coxilha!
E mais eu não pudera assim cantá-la
Se, não só adotada, eu fosse filha...


Olhai, quando eu me for quero restar
Como o pólen no ar e não na vala,
E que então meu pó na luz ame dançar!


Um comentário:

Walter disse...

Bom Dia Lucia,
Quanta Poesia Linda sua irmã
Alma nos deixou... Nunca soube nada disso no Recanto onde escrevo, meus versinhos...
Volto por aqui a ver mais e só
vim e encontrei vocês porque escrevo uns versos sobre a pradaria e a minha Prenda...
Lá no Recanto estou como Walter de Arruda...
Deixo meu abraço à vocês e desejos de Feliz Natal!...
Vou orar por Alma em meu coração...Abraços... Walter