Minhas noites aqui neste casarão
Há muito já não me trazem paz,
As correntes arrastando pelo chão
Ou coisas que o valham, lá de trás,
Ais, sussurros, alaridos e patadas
Povoam desde o sótão ao porão
De vultos e memórias assombradas
A casa decadente, em profusão.
Mas eu tolero tudo isso por amor
Da sombra forte e doce da heroína
Que me honra repartindo a sua dor,
Anita, que eu espero na fronteira
Valhacouto da amiga derradeira
Entre a vigília e o reino da morfina...
(sem data)
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Os adeuses do Pampa (Alma Welt)
As constantes lições da Mãe Natura,
Aqui são, eu o sinto, as mais sutis,
Neste Pampa que nos trata com brandura
Mas não tolera os covardes e servis.
Eis por que o gaúcho é altaneiro
Pois a coxilha misteriosa seleciona
Aqueles que ela acolhe por inteiro
E insere em seu fantástico bioma
Que inclui os espectros e os deuses,
Se quiseres entender sua magia
E sua vocação para os adeuses,
Pois devo despedir daquela Anita
Ou do italiano que à luta nos incita,
Se daqui me vou, no trem, desde guria...
(sem data)
Aqui são, eu o sinto, as mais sutis,
Neste Pampa que nos trata com brandura
Mas não tolera os covardes e servis.
Eis por que o gaúcho é altaneiro
Pois a coxilha misteriosa seleciona
Aqueles que ela acolhe por inteiro
E insere em seu fantástico bioma
Que inclui os espectros e os deuses,
Se quiseres entender sua magia
E sua vocação para os adeuses,
Pois devo despedir daquela Anita
Ou do italiano que à luta nos incita,
Se daqui me vou, no trem, desde guria...
(sem data)
Assinar:
Postagens (Atom)